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Obesidade já é problema de saúde em adolescentes

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Fonte: Agência FIOCRUZ

A obesidade em países em desenvolvimento não é mais uma doença restrita aos grupos de melhor situação sócio-econômica e, atualmente, grupos mais pobres estão sendo atingidos. Em artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores analisam a relação entre o estado nutricional e a situação sócio-econômica de adolescentes moradores da cidade de Niterói.

 Mesmo entre os mais pobres, o sobrepeso representa um problema de saúde pública que atinge 1/10 desse grupo populacional

Mesmo entre os mais pobres, o sobrepeso representa um problema de saúde pública que atinge 1/10 desse grupo populacional

A obesidade na infância e na adolescência já é reconhecidamente um sério problema de saúde pública. Estudos realizados no Rio de Janeiro mostram uma queda da desnutrição e um aumento da obesidade nas últimas décadas. Dados recentes sobre adultos mostram maior prevalência de sobrepeso e obesidade em mulheres de baixa escolaridade. Já no grupo dos homens, a prevalência é maior naqueles com alta escolaridade. Com os adolescentes, estas associações são diferentes. Os autores citam pesquisa conduzida pelo IBGE que evidencia que, “no Brasil, são encontradas maiores prevalências de sobrepeso em populações de adolescentes com melhores condições financeiras”.

Os pesquisadores afirmam que “o estado nutricional de adolescentes está associado com a situação sócio-econômica familiar, neste estudo indicada pela renda familiar per capita e pelo número de moradores do domicílio.” O número de moradores do domicílio está ligado ao baixo peso/magreza em adolescentes e se nota uma tendência de crescimento na proporção de adolescentes com sobrepeso/obesidade à medida que a renda familiar per capita aumenta. “Entretanto, é importante ressaltar que, mesmo entre os mais pobres, o sobrepeso representa um problema de saúde pública que atinge 1/10 desse grupo populacional, entre meninos e meninas”.

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Vacinação gratuita contra HPV

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 5694/09, do deputado Capitão Assumpção (PSB-ES), que assegura o exame gratuito de papanicolau - que detecta o HPV (Human Papiloma Virus) - na rede pública de saúde, mediante a apresentação de requisição médica. Os pacientes com resultados positivos deverão ser encaminhados para tratamento em hospitais e clínicas públicas até 30 dias depois do exame (leia sobre HPV aqui no MP).

A proposta também assegura às mulheres de 9 a 18 anos e àquelas que não tiverem condições financeiras, o direito de receberem, gratuitamente, todas as doses necessárias para a imunização contra o vírus. Essa vacinação deverá ser feita na rede de saúde pública local ou em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O Poder Executivo será responsável por garantir os recursos necessários para a estruturação e manutenção de uma rede de serviços e projetos educativos voltados para a prevenção do câncer de colo de útero e para a necessidade de se fazer o exame papanicolau periodicamente.

O deputado destaca que estudos publicados mostram que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV. Embora a maioria dessas infecções seja transitória - sendo combatida de forma espontânea pelo próprio organismo -, em alguns casos ocorre a incidência de doenças graves.

Capitão Assumpção observa que são conhecidos mais de 100 variações diferentes de HPV. A maioria dos subtipos do vírus está associada a lesões benignas (como verrugas), e certos tipos são frequentemente encontrados em determinadas neoplasias (câncer) como o cancro do colo do útero, do ânus, da vulva e do pênis.

Já se detectou o vírus também na região extragenital - como olho, boca, faringe, laringe (cordas vocais), vias respiratórias e esôfago. O vírus já foi encontrado inclusive no líquido amniótico durante a gestação, e no bebê, após o parto natural em que a criança entrou em contato com a região contaminada da mãe.

"Cerca de 471 mil mulheres são infectadas todos os anos com algum dos mais de 100 tipos do HPV. A infecção é responsável pela morte de aproximadamente 230 mil mulheres por ano em todo o mundo", alerta o deputado. "No Brasil, estima-se que cerca de 5 mil mulheres morrem por ano vítimas de câncer do colo do útero e a população carente é a mais atingida”.

Há dois tipos de vacina. Uma delas previne contra as duas variedades de HPV associadas à maioria dos tumores. A outra protege ainda contra os dois tipos de HPV que mais comumente levam à formação de verrugas genitais, lesões que aumentam o risco de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Independentemente do tipo da vacina, ambas agem produzindo anticorpos específicos para o tipo do HPV, durante um longo período de tempo. "Como o uso da vacina já foi aprovado no Brasil para imunizar mulheres e os resultados no mundo se mostram positivos em mulheres na faixa etária de 9 a 26 anos, a vacina, após a aprovação desta lei, deverá ser disponibilizada na rede pública de saúde do Brasil, evitando assim que mulheres adoeçam e morram por câncer no colo do útero precocemente", argumenta o deputado.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

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Governo compra 83 milhões de doses de vacina contra Gripe A

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Vacinação contra Gripe suína disponível a partir de março O Ministério da Saúde fechou acordo com três diferentes fornecedores de vacina contra o vírus da gripe pandêmica A(H1N1), o que garantirá ao país a aquisição total de 83 milhões de doses para sua estratégia de vacinação contra a gripe pandêmica, a ser realizada entre março e abril de 2010. Os laboratórios enviarão as doses ao ministério de maneira escalonada, entre janeiro e março. O investimento total do Ministério da Saúde, responsável também pela distribuição das vacinas aos estados, é de R$ 1,006 bilhão.

Pelo mais recente contrato, firmado na última semana, o Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) fornecerá 10 milhões de doses para o Brasil, o que representará um investimento de US$ 70 milhões de dólares (US$ 7 por dose) – o equivalente a R$ 122,5 milhões.

O Ministério da Saúde já havia comprado, em novembro de 2009, o primeiro lote de vacinas, com 40 milhões de doses, fornecidas pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK). A compra foi fechada a partir do menor preço apresentado pelos concorrentes em um processo de compra emergencial. O custo unitário da dose nessa compra foi de US$ 6,43 – representando investimento global de US$ 257,2 milhões (R$ 444,7 milhões).

Além disso, o Ministério da Saúde encomendou 33 milhões de doses do Instituto Butantan, cuja primeira remessa, de cerca de 600 mil doses, deve ser entregue à pasta nos próximos dias. Essas doses foram negociadas pelo Ministério da Saúde, ao lado do Instituto Butantan, com o laboratório francês Sanofis-Pasteur – que já tem acordo de transferência de tecnologia com o Butantan para a vacina da gripe sazonal. O imunizante para gripe pandêmica que será fornecido pelo Instituto terá preço unitário de US$ 7,6 – representando investimento de US$ 250,8 milhões (R$ 438,9 milhões). Esse valor unitário, o mais alto, inclui o custo de transferência de tecnologia para produzir a vacina contra o vírus pandêmico.

Até o início de fevereiro, o Ministério da Saúde deverá anunciar, em detalhes, a estratégia nacional de vacinação contra a gripe pandêmica para o país. “O que é importante que todos saibam é que não há, neste momento, distribuição de vacina à população em nenhum Estado brasileiro. As doses serão distribuídas nacionalmente quando houver estoque suficiente para viabilizar a estratégia de vacinação simultaneamente em todo o país”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna.

Os grupos prioritários que receberão a vacina contra o vírus da gripe A (H1N1) serão estabelecidos com base em critérios epidemiológicos, observados durante a primeira onda da nova gripe, no inverno do ano passado; durante a segunda onda em curso no Hemisfério Norte; e em acordo com sociedades médicas, Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde. Entre os grupos prioritários estão grávidas, trabalhadores de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes, crianças entre 6 meses e 2 anos, indígenas e pessoas com doenças crônicas preexistentes (cardíacas, pulmonares, renais, metabólicas etc.).

Todo o investimento na aquisição da vacina contra a gripe pandêmica (R$ 1,006 bilhão) é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Esse valor equivale a todo orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que oferece vacinas contra doenças como poliomielite, febre amarela, hepatite, tétano, difteria, entre outras. Os recursos vêm do crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões, aprovado em outubro do ano passado por medida provisória, para ações de enfrentamento da gripe pandêmica.

O ministério também adquiriu 83 milhões de seringas e agulhas, ao custo de R$ 40 milhões. Os insumos serão distribuídos às Secretarias Estaduais de todo o país, durante a vacinação. Além disso, no final de 2009, foram repassados R$ 11 milhões para os Estados iniciarem a preparação da vacinação.

Fonte: Ministério da Saúde

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Obesidade: uma epidemia mundial

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Fonte: Agencia FAPESP

Por Fábio Reynol

Estima-se que um quinto da população mundial esteja com excesso de peso. Entre esses, há 300 milhões que são considerados obesos. Pior: esses números têm aumentado nas últimas décadas.

Essas informações abriram a palestra “Atualização da epidemia global de obesidade”, proferida pela professora Mary Schmidl, do Departamento de Nutrição e Ciência dos Alimentos da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. A apresentação fez parte da programação do 8º Simpósio Latino-Americano de Ciências de Alimentos, realizado no mês passado na Universidade Estadual de Campinas.

A pesquisadora levantou eventuais motivos para explicar o crescimento da epidemia em todo o mundo e quem seriam os responsáveis. “Inicialmente considerada um mal de países desenvolvidos, hoje a obesidade tem sido encontrada também nas nações em desenvolvimento, paradoxalmente ao lado da subnutrição”, disse.

“É uma doença que está em todas as faixas etárias, grupos éticos e classes sociais. Ela também atinge tanto homens como mulheres. Essa espécie de onipresença motivou a criação do termo ‘globesidade’ (globesity, em inglês)”, contou.

Segundo Mary não há um vilão único para a epidemia. A escalada da obesidade teria muitos responsáveis, como a indústria alimentícia, políticas públicas, escolas, restaurantes, comunidades, pais e os próprios indivíduos.

A pesquisadora apontou exemplos. A indústria e os comerciantes de alimentos estariam habituando os consumidores a porções cada vez maiores. Garrafas de refrigerante, hambúrgueres, pacotes de salgadinhos, caixas de cereais, entre outros produtos industrializados, têm aumentado de tamanho nos Estados Unidos desde a década de 1970.

O mesmo ocorreu com os restaurantes. “A porção recomendada de batatas fritas por pessoa é de cerca de seis unidades (palito) por dia e a porção que estamos servindo é essa”, disse ao apontar a foto de um prato com cerca de 500 gramas de fritas, comum nos restaurantes norte-americanos.

Os países em desenvolvimento, como o Brasil, não ficam de fora. Segundo a professora da Universidade de Minnesota, os países emergentes representam os mercados mais promissores para as indústrias de refrigerantes, por exemplo, cujas vendas se encontram estabilizadas nos países mais ricos.

Os governos também têm a sua parte de culpa. As políticas públicas teriam muito ainda a avançar. Uma ideia é sobretaxar alimentos menos saudáveis e estimular o consumo de vegetais. “Se o governo estipulasse um imposto de US$ 0,01 para cada onça (28,3 gramas) de refrigerante vendido, só na cidade de Nova York seriam arrecadados US$ 1,2 bilhão por ano”, disse.

A pesquisadora também coloca parte da responsabilidade nos próprios consumidores. Segundo ela, cada um teria que ter um compromisso com a sua saúde, não só procurando melhorar a qualidade e adequar a quantidade dos alimentos consumidos como também criar hábitos de fazer exercícios físicos.

“Precisamos dar cerca de 10 mil passos por dia. Parece muito, mas não é”, disse. Pelos mesmos motivos, as comunidades também são culpadas pelo sobrepeso de seus integrantes. Bairros, clubes, igrejas e outras associações deveriam estimular a prática de exercícios físicos de modo a auxiliar na criação de uma cultura saudável.

Os resultados das pesquisas feitas pela cientista também sugerem outras soluções, como fazer campanhas focadas nas crianças, que têm alto grau de influência sobre os pais.

Mary também propõe a rotulagem de alimentos explicitando a sua caloria e composição nutricional (o que já ocorre no Brasil) e a proibição das máquinas automáticas de guloseimas, que são mais comuns nos Estados Unidos. Para ela, essas máquinas deveriam vender somente água mineral, um produto cujo consumo, segundo ela, deveria ser mais incentivado de maneira geral.

Leia uma série de artigos sobre Alimentação Saudável aqui no MP.

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Segunda onda da Gripe A / H1N1 em 2010

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Fonte: Saúde Web Business

Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para uma segunda onda da gripe A H1N1 em 2010. Cidades como Teresina, no Piauí, devem se precaver, conforme comunicado da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Neste ano, foram confirmados no município piauense 102 casos da doença em laboratório, 63 por vínculo epidemiológico e uma morte, totalizando 165 ocorrências.

Teresina já revigora estratégias para fortalecer as ações do Comitê Municipal de Combate à influenza. Para o próximo ano, deve ser inserida no protocolo do Ministério da Saúde uma nova medicação, além do Tamiflu, para tratamento dos efeitos da gripe, como a vacinação contra a gripe.

Uma das outras medidas de prevenção é a unidade de apoio que está sendo preparada no Hospital do Buenos Aires, sob as mesmas condições da unidade instalada no Hospital do Dirceu Arcoverde durante a primeira onda da gripe A H1N1.

Leia mais sobre Gripe Suína/H1N1 aqui no MP.

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Cuidados com os seios durante a amamentação

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amamentar protege a mulher Toda mulher tem dúvidas sobre quais cuidados devem ter com os seios durante a amamentação. E todo médico e enfermeira deve saber como orientá-la. Veja alguns cuidados básicos que podem ajudar as mamães.

  • Lavar diariamente com água
  • Antes de tocar nos seios lave as mãos
  • Não aplicar creme ou loção
  • Após cada mamada, retirar colostro ou leite
  • Também após a mamada, faça uma leve massagem volta do mamilo
  • Use soutien confortável; nada de soutien apertado
  • Roupas folgadas ajudam

Se os mamilos ficaram dolorosos ou endurecidos

  • Ofereça primeiro o mamilo menos sensível
  • Mude frequentemente mudança de posição do bebê
  • Após cada mamada exponha-os mamilos ao ar e ao sol. Ajuda a cicatrizar fissuras
  • Faça massagem no seio
  • Retire o excesso de leite manualmente ou com bomba adequada
  • Você pode aplicar uma toalha quente antes da mamada; ajuda a reduzir a dor e a inflamação
  • Mamadas mais frequentes não deixam os seios ficarem muito cheios
  • E descanse, ajuda bastante.

Se surgir febre, vermelhidão em volta dos seios ou nódulos, procure seu médico.

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Detecção precoce para câncer de mama é aprovada no SUS

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Finalmente uma boa notícia!!! A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (9), projeto de lei de autoria da Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que inclui, entre as ações de saúde asseguradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a detecção de biomarcadores para tumores de mama.

Esta medida deve beneficiar mulheres com antecedentes familiares de câncer de mama além de ajudar a modificar o trágico cenário nacional no combate a esta doença – 80% dos casos são diagnosticados tardiamente o que aumenta o risco de morte e mutilações.

Segundo a senadora, a estimativa para 2008 e 2009 é que ocorram 49 mil novos casos de câncer de mama e de 19 mil de colo de útero. O câncer de mama, destacou, é o que causa o maior número de óbitos, especialmente entre mulheres de 40 a 60 anos.

Para que os leitores entendam, biomarcadores são proteínas específicas produzidas pelas células do câncer de mama e que podem ser detectados mesmo antes do tumor se desenvolver. Sua importância na prevenção dos casos em mulheres com história familiar ou que já tiveram a doença é imensa!

Leia mais sobre Câncer de Mama aqui no MP.

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